quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O mais difícil é não poder estar em lugar nenhum ao mesmo tempo

Sabe aqueles lugares que quando você vai ficam marcados na sua memória? 
E que de tanto você lembrar, acaba enviando energias positivas pra lá? E que chega uma hora que sente uma gastura quase esquizofrênica de voltar e judia demais só pensar em não estar lá outra vez, porque o lugar já faz parte da sua historinha juvenil? 
Eu descobri que isso tem muito em mim.. e que tentar não marcar os lugares me dá a impressão de alguma anomalia mental e me causa um desequilíbrio desde a minha unha mal cortada do dedo mínimo do pé direito até o maldito fio de cabelo que teima ficar levantado, (safadhêênho). 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

mas eu,

queria poder extinguir todos os possíveis "NÃO POSSO" da minha vida.

mas é que eu,


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Bom xibom, xibom bombom

Analisando essa cadeia hereditária, o vento pode ser um deus (ou Deus), pode ser ateu, sempre quis que fosse meu, pode ser poeira, ser ciclone, pode ser Bahamas, ser só uma dama que confunde brincadeira com pirraça e levanta a ponta da saia pra assustar a menina e acordar o rapaz.
A vida toda eu me inspirei nessa vibe dos ventos. E quando eu deito em alguma grama, aí que eu acredito mesmo que ele faz algum sentido. Vento tem som de riso e faz desenho bonito nos galhos, nas folhas do caderno, na água, nos casais, nas pipas, nos quintais. Ele tem a mania de bagunçar o cabelo que é pra as vezes fazer cócegas na nuca. E quando  ele sopra o perfume da camisa limpa é pra abreviar o conforto com a própria companhia. E se ele fosse música, tocaria no meu rosto pequeno nos dias simpáticos e nos dias chatos. Porque vento combina com calor, com flor, com nuvem, com lua, com testemunha, com janela, com brechas. Com o nervoso do primeiro beijo, com criança suada, com vizinho na calçada, com rima na madrugada solitária. E eu acho "massa". Sempre depositei confiança interna (até esperança) nele. 

-Ôôô vento, meu brother, me diz lento o que virá, valáá... eu tô meio em apuros cogitando a hipótese de navegar longe da costa, de desatar a corda e me mandar. Um beijo, um cheiro e um queijo procê, seu vento irregular. 


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sobre as coisas (quase) sem querer.

Alguém jogou um punhado da combinação máxima de Vênus e me falou de um arranhão no lado esquerdo. Mas só me chamou atenção quando falou de ironias, do inglês que eu não sabia e do bar da esquina.


Deve ser pra isso que existe a utopia... pra descobrir, distraída, que existem trilhas sonoras desconhecidas (nesse caso, na sacola de ascendentes em libra).

sábado, 18 de dezembro de 2010

Certas coisas me matam aos poucos.
Vou morrer, juro! [seja lá o que isso signifique].

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Papo (a) fiado

É sempre imprecisa, confusa e covarde a segunda vez que se diz "nunca mais". E é engraçado como as coisas acontecem depois disso. Ontem eu assisti o final de uma minissérie que eu nem tinha acompanhado, (o lance é que programas da tv nunca me prenderam por muito tempo,nem quando rolava os Ursinhos Carinhosos, o Doug e tal) mas aí tô de recesso criativo depois das 23:00, tentei fazer a egípcia e ler alguma coisa, só que eu acabei me seduzindo pela idéia de saber, afinal, o que querem (mesmo) as mulheres. Na verdade, é uma caralhada de coisas que o autor assume não entender. Na verdade, é que esse rotulo de mulheres complicadas é claramente mitológica. Na verdade é que não há verdade absoluta. Na verdade, é que ninguém sabe a verdade. É que nós, homens e mulheres, somos definidos pelos nossos devaneios, pelos nossos desejos. E na medida que adquirimos o sentido das vontades, dos questionamentos que queremos saber ou fazer, mais dúvidas iremos ter. É um ciclo meio filosófico, meio erótico censurado, meio mal trabalhado. É o que leva  gente fazer coisas que não queria. Não satisfaz mas faz. Homens e mulheres, os dois, simultaneamente podem se  perder no labirinto dos próprios desejos, é a ordem natural do prazer. O carinha lá, o ESPERTÃO que tenta descobrir o mundo-essência-feminino é confrontado pelo acaso. Depois de renunciar qualquer compromisso com o amor, ele reencontra a sua 'óh doce amada' e decreta que NA VERDADE (de verdade), não é o que querem as mulheres, é o que a mulher especifica quer. E que acreditar na incondicionalidade é acreditar no fim do amor, porque nenhum amor e nenhuma mulher são incondicionais. E nem ninguém e nem um grande amor aguentará tudo. Porque nessa vida nada, nem um grande amor, nem uma grande mulher, nem um grande homem serão sem um fim. (grandes amores as vezes não são possíveis, talvez por isso, porque são grandes). O amor é começo, é continuação e também é fim. E sobre as mulheres, fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.. o resto é mar, é tudo que eu não sei contar, já consumava Tom Jobim.


Fica a dica ;)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dasafortunada

eu moro no morro, lá no barracão
num tenho tapete, eu durmo no chão,
e a minha comida é muito poquinha, 
é uma vez só e eu como de mão.


(Não, não é espírito natalino)


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Da bipolaridade de cada um, só cada um sabe.


As vezes eu me apaixono pelas pessoas só pelo desejo de me provar que tava errada. E eu constatei que é sempre quando eu não disponho de tempo, tempo e coragem, tempo, coragem e paciência, de tempo, coragem, paciência e fé. É uma pena, mas eu espero que só poucas pessoas descubram isso. 


domingo, 12 de dezembro de 2010

Revanchista*

* Que ou aquele que é dominado pelo desejo do revanche.


Há, seu moço
tenha dó
tenho sido moça só
A tristeza me comeu
não sei o que me deu
comeu e não pagou
arredou o pé e vuô 


eu nunca cumpro promessa
mas se acho a gaiata
ralo a bunda na calçada
se eu não matar a desgraçada.


é estranho, mas me compreendo. 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


A minha luz interior sobrevive.
Sobreviveu e vive. 
Eu vivo.
E já vi muito.
O que não significa que sou vivida.
Nem esteja sobrevivida.


(?)





sábado, 4 de dezembro de 2010

Tudo que é imaginário existe.

Sempre achei saudável esse lance de encarar os fatos..até mesmo quando se trata de "menores de 6 anos". E ficar inventando "velhinhos dos sacos" pras crianças tomarem banho é foda.

Filha, o papai noel é mentirinha. Ele deriva de uma sociedade manipuladora e capitalista que só visa lucratividade e consumo. Sem falar na prosopopéia limitante do ar que é mega paulera pra velhinhos frágeis viajarem do pólo norte pra cá, guiado por renas num pobre trenó, isso seria imposible mesmo se ele existisse.

Minha filha saberá de toda a verdade. Cruel e amarga verdade. Ou talvez não. As vezes me assusta arcar com conseqüências. Me abrigo no medo se devo ou não devo (medrosos de toda a parte, uni-vos. haha, me encoraja não ser a única des-corajosa).
 Tava sentada na área da casa da minha vó com a minha prima (ela tem a graça e a esperteza de quem tem 4 aninhos, e ela tem.). Eu vejo nela um olhar fixo além da janela. Criança é inteligente e saca muita coisa na ponta dos dedos pequenos.

- a estrela anda, thaíla?
- Não Manu. A estrela não anda meu amô. Quem anda é a nuvem.
- é não. porque eu vejo é a estrela num é a nuvem.
- Olha direito... Ta vendo? é a nuvem que muda de lugar. A estrela ainda tá ali óh.
- quem anda é a estrela, porque ela ta ali e ali e ali... e ali e ali. ta vendo?
- Não aponta pra estrela, Manu. Dá verruga.
- verruga????
- É. é um dodói que aparece na ponta do dedo se tu apontar pra estrela.
- mas a estrela anda, né?

Eu juro que meus pensamentos se anestesiaram vendo os dela em movimento. Tristes malefícios do tempo. Eu já muito perdi esse encantamento pelo céu, pelas coisas que eu acredito e que são cheias de sentido. Nem vejo mais o sol alaranjado e bonito. Só sinto o dia quente, e pronto. Ela sim ainda terá grandes descobertas.

- é sim princesa. Acho que as estrelas andam.

Por enquanto, deixa ser.=) As grandes verdades também podem ser perigosas.


Me emociona ver ela pronunciando meu nome direitinho e meu tio, broxante, só conseguir me chamar de Traíra. 
Ela é mais linda por isso.

terça-feira, 30 de novembro de 2010



- Eu tiro e você se atira. Combinado assim mademoiselle?
- Dá o fora, baby. Você tira e eu atiro. Hasta la vista!


 YEAH! 













hahahahahahahaha, perdoem minha sensibilidade..eu sempre me atiro na escrita.(Uuui)



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ãoãoão, o Sergim é saradão.

Sérgio é um cabra muito POPEIRO, haha.
Deixa eu explicar.
Conheci um rapaz numa viagem no meu primeiro ano de faculdade. Nunca tinha visto ele pelos corredores sociológicos nem nas adjacências acadêmicas, mas sabe aquela pessoa que você bate o olho e já simpatiza?!. Pois bem... meus olhos sempre me enganaram =p. No caminho, no ônibus, algum condenado a me torturar, disse meu nome (e de uma grande amiga que tava do meu lado. Vos apresento: Vanessa Goara) e o Sérgio, o tal rapaz legal dos meus olhos mentirosos, decididamente não deixou NINGUÉM dormir a noite toda: 
-Thaila? Boa noite!... 
-Thaíla? Vanessa? Boa noite, em mocinhas!
-Thaíla e Vanessa, boa noite procês meninas.
-BOOOOOOOA NOITE THAÍLA E VANESSAA.

"Merda Vanessa, esse cara vai ficar gritando o nosso nome a noite inteira? manda ele calar a boca, eu quero dormir." hahahaha

Sérgio, te odiei profundamente naquele dia. Mas como é tênue a linha que separa o ódio do amor, né? 
Foi tudo muito engraçado. E não é difícil imortalizar cada excesso de brincadeira, cada abraço que você me levanta, cada vez que tu me chama de popeira, cada sorriso teu quando fala dos shows que tu sonha, das tuas poesias em tom blue, do teu lado inquieto, dos teus botões que não fecham =)
Hoje, segunda feira, 29, você tá ficando mais velho, um ano mais acabado, mais estragado, quase como um coágulo venenoso e profundo em formação. E se daqui a 60 anos você ainda estiver vivo (juro q rezo por isso), você terá os cabelos grisalhos, as passadas lentas, um velhinho moderninho com um som do lado e provavelmente tatuado com um símbolo musical, e ainda assim será facim facim encontrar a pessoa cheia de imitação, de intelectualidade disfarçada, de amor no coração.
Faz uma falta não te ver nas manhãs bonitas. Que próximo semestre venha e você esteja revitalizando nossos dias. Saudades desse popeiro que eu tanto, tanto amo. Parabééééééééééééééééééééns Bogááááh (essa parte não podia faltar).


Eu tô a pessoa mais mutante do litoral nessa foto e me envergonha severamente me expor assim em público, (porisso a foto tá pequena e peço que não cliquem nela) mas é que  foi nesse dia q eu comecei a acreditar que os meus olhos só me enganam de vez em quando, haha.


sábado, 27 de novembro de 2010



Sabe que, mesmo quando eu decidi antecipadamente não gostar de paixão, nem de medo, nem de saudades, eu embrulhei tudo num papel fino e me preocupei comigo. 
Todo mundo quer confete um dia, pensei rápido. Olha como eu era espertinha.


Não quero rebobinar o gosto de chá mate de pêssego e incenso intenso que encontrei em você. Eu sei que você percebeu e que discretamente deixou sua voz entranhada no meu ouvido pra que eu não te esqueça pela casa. Espertinho que nem eu.. ou não, né?



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

00:29

Essas sentimentalidades nunca me foram familiares. E nos últimos dias, tenho guardado lembranças que não teria serventia nenhuma se não fosse tudo que eu mais quero lembrar. O interruptor que insiste em funcionar e acender o que eu queria apagar. Queria, mas não queriiiiiiiiiiiiiiiiaa. Há controvérsias.



Eu falo coisas e eu faço coisas. Por trás disso, tem o que eu sinto e o que eu penso... e você talvez nunca venha a saber. Por fora, eu já desisti.. por dentro eu nem sei.
Eu vou me castigar sua ausência toda vez que o mundo perguntar quem eu queria comigo.


Esses dias, depois da meia noite, não tem sido fácil. E ouvir Marisa cantando "não é fácil", é pior ainda.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dingobel logo, Senhor

- Garçom.. ei garçom, por favor, me dá aquela que matou o guarda! No capricho, em!


E que venha dezembro, porque eu não aguento mais novembro.
Me parece que esse mês foi o de sempre todos os dias. Suei sangue pra acordar as 6 da matina, [na madruga boladona, sentada na esquina, esperando tu passar, altas horas da matina ♪] e cumprir a rotina, brother. Rotina faz estrago na minha vida! Fico em crise existencial quando my day long é coagido e destinado as mesmas coisas. Sim, é triste. Tristíssimo.

Mas dezembro é bonito. Dezembro é muito bonito. Dezembro é tão bonito =D



P.S ¹ : Um salve querido pro Frido que me ensinou a fazer comentários sórdidos, aleatórios e improdutivos e agora eu não resisto =/ (Uuuh)
P.S ²: Repito o outrora dito: Dezembro very, vey, very bealtiful. Guapíssimo pra ensair meu español sofrido.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sossego, desejos e uma rede.

- Mããããããããããe, não quero foto.



mas a rede é linda, ué (ela disse).


Tem coisa melhor que uma rede pra se balançar, pra coçar a frieira no punho e dormir suspenso do mundo?
Haha, melhor que isso, só dois disso.
Eu fico toda zambeta quando nos dias que a temperatura média varia entre muuuito calor para calor extremo (nos emaranhados áridos e secos do Nordeste, já somos QUASE acostumados..digo, quase.) eu suspendo todas minhas tarefas terrenas e me aprochego na esfera confortável de uma rede. Aí rapaz, é só correr pros braços dessa senhora delicia que soa preguiça.
Nos bons tempos de antigamente, eu dispensava o conforto do berço pelo ranger do armador.
E hoje, de todas as variantes formas de me espreguiçar, posso atestar: a rede é o melhor lugar!
Se bem que ando feito tetéia fazendo charme pro bilú. Faz um tempo que não fico em rede muito tempo. Sinto logo torcicolo, clavícula empachada, a costela se rompendo, a perna imobilizada, o dentiquêro doendo, a garganta inflamada. Sinto pesos lesionais de quem sofre com 19 anos. [risos cansados e com rugas].


Passam das duas da manhã, e eu tenho prova daqui a algumas horas. Era pra tá estudando, já que eu não sei de P.N, mas é que eu descobri antes de escrever sobre redes, que eu tô com muito sono e que o assunto mais chato e sonolento desse sertão é justamente o que eu tinha que ter estudado. Enfim, boto fé que vou acordar um bucadim mais cedo pra estudar. hahahaha, tomara! Buenas noches muchachos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Velho alvo de domingo.

Posso até negociar, mas tenho a lenta sensação de que o tempo não é suficiente em todo caso. As coisas não precisariam ser tão tristes. 
...
Hoje é domingo, e os domingos são sempre improdutivos. Pra mim é assim, repetitivos, cansativos - quando deveriam ser simultaneamente simples e confortáveis. Quando eu penso em começar a  "power ranger força mística ativar",  meus emaranhados soam, transpiram e se anestesiam. Abandonei aquele cuidado que eu tinha com meus dias, em especiais os domingos. Eu realmente já evitei atrasos, evitei dores e unhas sem esmalte. Mas ando com  mania de inventar saudade de coisas que eu não costumava fazer ou ter. E saudade arde, é, saudarde.  Tô fadada e parece inalcançável sustentar algum bem que eu mesma possa me oferecer. Ando acanhada. Meio criança quando a mãe diz, engula esse choro se não você não vai brincar e nem comer pudim, (haha, o pudim foi só pra ficar bonito..mas eu gostava e minha mãe me ameaça justamente assim).
Mas não, não é solidão..ou talvez sim. Queria uma dose. Daqueles que basta sentir o cheiro forte que se embriaga. E aí eu me emudeceria em descrê definitivamente no amor. É, é isso sim que eu preciso. Ficar "pra lá de Bagdá" e definir o que eu quero pra mim. A base da loucura. Só presta assim. Arquitetar minhas idas e vindas e obter aquilo que eu sempre quis mas que eu nem sei dizer agora. Tudo vira bosta. (adoro Rita Lee. Ela por sinal é exatamente o gênio indispliscente que eu queria tomar pra mim. Falar e depois nem aí). 
...
Já se foram metade do que eu quis dizer aqui. Me perdi. Falava de tempo. Tempo que eu não tenho e que não adianta acreditar que terei. Não quero que as coisas entrem nos eixos por causa dele, o tempo. Nem que cessem, nem que se auto deletem. Eu sou orgulhosa demais pra assumir o limite insuportável da minha saudade. É pra isso que tem o tempo..serve pra essas pessoas -como eu- que respiram fundo e preferem sentir gosto do suco de cajú amargo do que abrir a porta na tentativa de poupar as fechaduras caso alguém queira voltar. O que não se sabe, é que  meu coração se contorce a ponto de inutilizar meu relógio. E assim, se as horas não passam, a historia que o senhor tempo cura, vira caô. E só me vence pelo cansaço.. No outro dia, eu não desisto. Acordo de novo e o tempo desgraçado lá parado. Meias culpas rasgadas farpadas. 
...
Sim, eu enlouqueço quando SEMPRE me antecipo. É que eu sou frágil quando me vejo em quase abismos.


Escrevi ontem, 14 de novembro, 23:17 e DOMINGO. Não ia nem postar, mas é que me examinei e achei que eu não devo nada pra ninguém além do que pra mim. Já fiz coisas piores e mostrei em publico, hahahaha (risos maléficos =p), brincadeirinha.


 Minha boca ta torta para dá ênfase no tédio. percebem? mas é que eu QUASE ri na hora que bateram, aí QUASE não funcionou...de qualquer forma, fica sendo.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

o vento vem.

Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás...




Minha musa, ela.
Me parece que ouvindo Marisa, que me deixa perdida, que me arrepia e me lembra magia, eu consigo ver as mesmas coisas com olhos diferentes. As mesmas coisas sem contorcionismo e com mais desprendimento, sem engarrafamento dos meus pensamentos.
É assim porque é. Tenho muita certeza disso.




E que eu te quero livre, também
Como o tempo vai o ven-to vem.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010



Eu posso tá errada, mas eu juro que a minha veia quase fala.
Vou te contar, preciso de um enguiço de todos os meus suspiros. 


[aiai!] 



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dizem que recordar é viver. Deve ser.




 



Porque meus pais eram novíssimos e eu adorei a saia da minha mãe..
Porque ele, meu pai, apesar dos pesares, sempre foi um bom amigo e diante de todas as dificuldades ele soube me defender até quando eu não precisei.
Porque minha mãe sempre tinha mania de dizer que eu não queria enxergar as coisas, mas ela que não via que eu era feinha de cabelo solto e não vestia nem uma blusinha na filha só de calcinha. Ela me ensinou que não há nada melhor como um dia atrás do outro (e uma noite no meio). Eu agora me visto, pelo menos.
Porque eu tenho um irmão... ele é absurdamente sem graça e teima em me querer rindo das piadas dele. Por vezes eu quis derruba-lo quando tava nos meus braços. haha.


Sem mais..eu sempre os amei . E como se sabe, sempre não acaba nunca.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

(a)MAR é ter certeza que está lá.

As coisas são sempre meio mágicas.
De ontem em diante, eu descobri que não importa minha acidez, como essa e tantas outras, alguns elos são insubstituíveis. 
Eu tenho agora um monte de coisas passando na minha cabeça e eu me perco vezenquando nelas. 
Quanto a escrevê-las, eu não to conseguindo, pero siento que hay en mí algo que está cambiando.


[...]


Acordei com uma musica na cabeça: " Um sol, eu sou, Para o seu mar, ó meu amor; Você, o mar é para o meu sol, para o meu pôr" 
E aí eu fui ver o mar.. todas as coisas de lá afloram dentro de mim. E viram abrigo, e escolhem meu melhor sorriso, e me renovam, e me matam as saudades, e me iludem da correria, e decoram minha alegria, e sopram brisas limpas e acompanham minhas epifanias. Alguma dúvida de onde eu quero casar? haha, no mar, no mar. 






E a musica que toca sem parar : Gal Costa, Mar e Sol. :)



domingo, 31 de outubro de 2010

Detalhes.

Tive que ir.
Funciona assim.
Correr atrás de sorrisos por aí é como não ver o tempo passar. Mas passa assim mesmo.


Exclui meu orkut. Cheguei a conclusão que o orkut despertava em mim algum espírito do inferno e eu não tinha mais o controle de me proteger contra esse mal.
É tempo de parar de me golpear. Indecisões não me pegam mais, haha. Tenho andando sem paciência pra conversas detalhadas que eu não sei de nada. Não entendo nada. Eu nunca tive 450 amigos. Resolvi então me livrar. E é engraçado como tudo muda. De puro gosto, tudo fica ainda mais leve. Quase tudo.
Atalhos as vezes atrapalham. E disso eu sei. Minha mãe sempre me disse que ninguém vive de carona. E mesmo assim, eu insisti. Peguei carona com um moço e passei a depender dele todos os dias. Uns papos interessantes, uns charmes, essas coisas e eu fui ficando, sem pedir, sem esperar, mais e mais. A certeza que eu tinha, era que o próximo instante que viria, a próxima parada, o próximo dia, seria uma incerta delícia. Porque era ele de novo...porque era eu. Muito amor pra uma viajem só. Mas como se sabe, quando existe amor (ainda que mal administrado, como no caso) tudo é dispensado de análises, ou de explicações.
Com o tempo, eu fui sentindo os efeitos. Fomos parando pra descansar  e admirar borboletas azuis que vinham da Indonésia só nos saudar, e ficávamos plugados, e as respostas já eram fáceis, e o motor nem mais roncava, e fomos armando redes, relativizando a posição geográfica e sempre afim em noites sem fim.
Uma vez, eu tentei sumir. As coisas andavam doloridas. Tava sentindo cãibra no coração e nos pés. Queria andar. Eu sempre fui covarde na hora que faltava as palavras. Eu devia ter dito  que  me assombrava cada vez mais querer e aceitar aqueles encontros imbatíveis. Mas não disse. Acho que nunca assumi o quanto minha alma era tranquila se ele tava ali. E aí eu voltei. Lembrei de tudo e voltei. E foi melhor ainda. Milhares de inúmeras lembranças vieram nos espalhafatar. Era um amor com calma. De graça. Cheio de música e eu cheia de fé.
A questão é que eu vivo confusa, o que é contraditório, Zé. Eu quero encontrar em mim outra coisa. Uma coisa que seja do mesmo jeito que eu gostaria de ser. Forte. Eu gosto de querer ser assim. Eu gosto de querer ser como se fosse esse o meu jeito.  
Me desprezo por isso. Por pensar que amar dói. E dói. É subversão, já disse meu coração. Tudo que eu ousaria não fazer, eu fiz. Eu não consigo me contrapor a razão. Vivíamos tão juntos e tão sempre que mais uma vez eu senti o desorientar do meu peito. Rita Lee canta assim: "desculpe o auê, eu não queria magoar vc, foi ciúme sim". Eu disse isso ao tal moço. Eu não cantei, eu lamentei. 
Partir, as vezes pode ser chegar, não é? E chegar nem sempre pode significar algo menos doloroso que partir. Ambos podem nunca acabar com o amor. Até aquele que oferecia aceitar o gosto de tuti fruti no café. =D
Eu amo você, Enderson. Mas o amor não se faz de coração crispado. Não quero meter as mãos pelos pés e semear nosso (re)encontro nas estradas. Isso arde. Nada findou. É só um espaço. Espaço em resposta ao apelo que meus detalhes fazem. Dessa vez, o vento vai soprar a favor de quem não sabe pra onde ir, sem a carona. 
Um colar de lembranças pra contar. Pra te dar. Pra vc usar. 








quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Daquilo que eu queria:



O Descuido.
É bom deixar.
Virar abrigo e amanhecer bonito =)


Que eu tenha motivos pra descansar  sem respostas. 


As vezes eu sinto que eu posso ultrapassar.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Romper. Depois pedaço.



É como viver e virar a mesa.
Tem que criar raízes pra se despedaçar.

 Em todo caso, dispersa. Sempre.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Andarilho, venha pro meu trilho.

End um artista, imita a vida.
Um embrulho na mala, o corpo e a alma, o caleidoscópio dos meus dias.
Quer lanterna no escuro, sobe e desce meu muro, me chama até a chama me pegar.
E me pega se com chama e me chama até a noite acabar.
É sertão alado do meu coração armado, pronto pra incendiar. 
E se incendeia é só esperar que ele chega já =)


E quem pode comigo quando eu digo o que eu sinto?!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A principal das minhas distrações, talvez!

E agora como faz parar?
É que não há mais jeito de um sono tranquilo sem você me envolvendo..sem nossos pensamentos incontáveis surgindo, sem você afastando a calma do meu coração e a voz dos meus olhos.
Você ler devagar demais nossos versos não postados, meu bem. É apenas..apenas, apenas.
Amantes outra vez! Provavelmente, penso, que a a gente sempre vai acabar se perdendo. Lembrei agora. Nunca fui muito boa em história. A gente se perde pra se achar. Pra tudo novamente ser dito daquilo tudo que já foi partilhado.
Nosso (des)conhecimento total, numa fusão espontânea.
Ah, é sim!
Parece mais fácil do que a realidade quando você relaxa minha vigilância.
Tão perto, tão insistente, tão forte.
Eu antes não sabia falar de amor. E hoje eu sei até que tuti fruti é aceito se existe apego.
Meu coração agradece.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Acertos Errados.



Primavera se foi e com ela meu amor, quem me dera poder concertar tudo que eu fiz...

Eu começo aqui do dia em que eu não pude mais medir o que eu produzi de ruim pra nós dois.

O amor é velho, ele sabe a dor da gente.
Eu trato disso hoje como quem procura fazer VERDADE pra deixar história. Fazer história que deixe minhas poucas verdades. A fuga é sempre uma certeza. E quando eu mentí, eu mesma me distraí.
Se quer saber, eu tive medo de não me preservar. Mas olhe, você soube cuidar do que restou da gente. Sempre soube. Acho que é por isso que ainda guardo resquícios dos nossos 86.400 segundos repartidos em três, durante todos os dias de 5 ou 6 milhões de anos. Boooons tempos!
Você foi, meu bem, fundamental em muitas das minhas descobertas. E se o vento soprou pr'um caminho mais fácil de chegar e se eu não tenho mais segredos pra contar, foi VOCÊ moço que me "ENSINOU" assim. 

♪Primavera se foi e com ela essa dor, se alojou no meu peito devagar... A certeza do amor não me deixa nunca mais. Primavera brilhando em seu olhar.



Coisas bonitas pra contar. Muito que aprender e você ainda que "ensinar". Seguindo em frente, aqui, alí..em qualquer lugar. FAÇA CHUVA, FAÇA SOL, que seja sempre assim: Aceso em mim.


Com todo carinho forte, a Cyllas, (vulgo Chorão ).. 
Mil sonhos coloridos pra ti! 
=D

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Findas lindas, idas LIDA'S.


Você, você. Que já até virou poema. Não carregou nada que eu deixei! Minha sorte foi ver, antes de crer, a sua maneira bonita... E crer tem me concedido limites. As coisas nem sempre precisam fazer sentido, já dizia um cara meu amigo. Minha sorte de novo foi ter permanecido sem mais conquistas. 
Antes de te ler hoje, meus ouvidos não se importaram em acompanhar os tempos da era fazendo poeira. 
Meu rosto deveria estar impassível e datilografando alguma certeza do adeus (não um adeus de Nunca Mais, sinto que não. Era aquele que deixa estendido a mão).
É difícil dizer. E eu também não sei o que fazer. Não me martirizo por isso, o mais incrível.
Eu, sempre diletante, sempre aliança, reivindico meu lado fusco dessa vez.
Viver é bom...E foi assim. BOM!
Eu só recuso o sumiço de tudo. 
Apagar rastros não apaga o cheiro espalhado.
Uma vez pela curva de um ombro, a brisa sempre saberá onde parar. 
Fique sempre bem, meu bem.. Sambas sem fim! Pra mim, pra ti! 


♪ Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo..
Há um segundo tudo estava em paz.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ojalá \o/


São dias que eu tenho preferido me assistir.
E a cada fim, eu oro por mim!
Percebi que tenho muito pouco pra esconder e acabo tendo quase nada só meu.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010




"Se acaso me quiseres,
sou dessas mulheres que só dizem sim,
por uma coisa à toa, uma noitada boa,
um cinema, um botiquim.
E se tiveres renda, 
aceito uma prenda
qualquer coisa assim
como uma pedra falsa, 
um sonho de valsa
Ou um corte de cetim."

quarta-feira, 11 de agosto de 2010


Minhas raízes estão no ar, 
minha casa é qualquer lugar, 
se depender de mim eu vou até o fim...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Das meias DÚzias que eu não disse...

Somos velhos desconhecidos. Eu não consigo encontrar um jeito de tornar você passageiro. E eu me sensibilizo com isso. Desconhecidos. Nos conhecendo a cada meia dúzia de faltas, a cada erro na tentativa do acerto, nas palavras farpadas, na espera do freio. Nunca nada disso fez sentido.
Eu disse: Não consigo te entender, ultimamente.
Você disse: É proposital! (sem vírgulas, sem final).
Tinha mesmo pensado na probabilidade de um regresso, numa frieza, numa partida com mil razões inúteis. Ai de mim se provasse deixar só poeira cá dentro. Não sou assim. Minto mal. No fundo do coração eu te agradeço a tranquilidade que me causa. O mano velho vai limpar o quintal, pra você correr macio
E sobre os detalhes mal resolvidos: 
Primeiro: eu me dividí, você me somou. Me desmanchou! Se espalhou! Sei me cuidar! Soube te culpar!
Segundo: Se eu preparo minhas palavras, é para que você se reconheça nelas. Eu te vejo rimando como dois olhos. É que você é um parnasiano na matéria de versos! 
Terceiro: Ouso dizer, na falta de cobertor, sei a quem pedir emprestado.
Quarto: Mesmo eu Serra, você Litoral, mesmo pôr do sol ilegal , tua voz respira mais e mais e mais e mais em mim! Do mais alto de mim! 
Quinto: Talvez eu continue me interrogando! Mas perdoe desde já meu descuido, perdoe meu jeito desajeitado em te falar! Porque quem ama, nunca sabe o que ama, nem sabe porque ama, nem o que ama... Espero desferí-lo por isso.
♪'e o que quer que eu diga você não vai entender...'
Meia DÙzia: -Boa noite! E tu dizes: Boa noite! Mas não me digas por entre beijos. Não me digas descubrindo seu peito. -Mar de amor onde vagam meus desejos...



domingo, 1 de agosto de 2010

♪ Quem vai salvar o mundo de vc?

Quem vai salvar vc do mundo?'
Eu sei que as vezes eu torno difícil as pessoas gostarem de mim, mas esse detalhe passa despercebido quando se tem um amigo condenado a testar sua paciência... O TEMPO TODO!
Essas coisas não deveriam pedir respostas, mas eu sei que ele sabe que saber que existe em mim, como ele existe, é uma espécie de saga substancial.
A pedidos, eu quero descarregar minhas frustrações com o ente humano que, imprudentemente, me atirou pedras e propositalmente gritava com medo de baratas...(sempre desejei ser meio teatral, mas abro mão perto dele!) 
-Naaaaaaaam! O Adriel não! Ele gosta de bayblayde...
...
Adriel = Café com leite!
Café com leite = Bebida de contrastes! Café amargo, leite esbranquiçado! 
TUDO MISTURADO!
Café com leite= Adriel!
Meio heterogêneo! Meio matinal! Adriel anormal!
Quis te dizer que mesmo você sofrendo a cada 15 minutos ataques fatais que me levam a perturbação extrema, eu me importo com você!
Enfim, demorou mas no prestou! Espero que valha o seu sorrir!


Um salve pra você, Adriel do papel, que sempre me persegue! =p

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Foi levando qualquer coisa minha!

No começo foi assim: O luar não escurecia, tua voz me beijava, tuas tatuagens me acordavam. Aí você se cansou de ver tudo bonitinho e o jardim florido. Você começou a me faltar, amor! Quando dei por mim, você já tinha ido. Foi lá se amarrar nos cabelos dela espalhados, macios, sedosos. Você não veio, amor! E tava frio. Meu orgulho ferido desvanecera-se e eu tentei por vezes te ligar. Recuperei minha coragem a tempo. Já aceitei a idéia de me deixar ir embora também. Perdão se só te culpei, sou parte integrante dessa fuga. Teus sinais estavam fracos, como pilhas de controle de TV começando a perder a força. Insisti e funcionou. Já nem  preciso trocar as pilhas, a TV queimou!

domingo, 25 de julho de 2010

Das minhas descobertas



Sempre desprezei assumir qualquer decisão sobre mim. E durante muito tempo me satisfiz em admirar o mar lá de cima do que sentir na pele lá embaixo. Fui recompensada como a que fugia de despedidas! E eu não nego! Fugi mesmo!
A razão disso foram reações. O tempo todo! Não minhas! Alheias! 
Alô, alô Marciano...
Não sou mais generosa! NOT! Nem tão previsível!
Não desejo me deixar levar facilmente, subitamente, adolescentemente pelo que esperam de mim. Me interprete exageradamente, por favor!
Pois eu sim receio ser basicamente uma moça boa e que tenha que sentir medo do que parece absurdo.
Devo dizer: Me roubem de mim! 

-E ai? Como vc tá, Thaíla?
-Desinteressada!