segunda-feira, 19 de março de 2012

Resolvi escrever o que não tenho escrito

Aquela fase crítica que você se sente vazia ou aquela hora que tudo ficou rápido demais pra você acompanhar e juntar em linhas horizontais. Aquela ausência presente. Ou muitas descobertas que podem mas não devem ser divididas, ou infinitas noites acordadas, ou dias um pouco mais bonitos, ou tudo isso, ou coisa nenhuma porque, por enquanto, sou só eu tentando encontrar explicações alucinadíssimas pra uma coisa que é simplesmente preguiça. Pura preguiça e é sempre esse o lado do problema. No mais, tenho andado, andado, rumo a algum lugar. Apreciando as paisagens que, diga-se de passagem, são elas normalmente um amontoado de carro desordenado e umas árvores que eu ainda não tinha notado, porque as vezes a gente pensa que a pressa é a nossa opção mais inteligente. O coração meio empoeirado. Meu macarrão super aprimorado. Uma mão em cada ouvido pra ouvir o zumbido acústico enquanto eu assobio.
Só isso. Suspensa em um suspiro.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Haveria muita coisa, se não fosse isso

Algumas vezes, a gente só descobre o quanto porcelana é frágil, depois que cai no chão.
Só descobre como é arriscado se afogar sem saber nadar, quando você teima em sair do raso e atravessar a bandeirinha vermelha que sinaliza o perigo, só pra ver onde vai dar.
Só descobre que você gosta muito de uma pessoa, quando com medo e tudo, você quis arriscar.
Fico imaginando até que ponto tudo isso me perturba. De achar que as coisas são menos difíceis do que elas realmente são. Será que é esse o processo que ensina o coração? Estranhar todas as coisas do mundo e sentir gosto ruim de saliva amarga?
Na boa, as vezes eu preciso me ignorar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O laço da necessidade que esbarra na falta!

Eu cato cada pedacinho dos meus pensamentos e coloco aqui. Mas as vezes são poucos. Eu insisto... ensaio escrever algumas vezes. Deveria ser fácil. Somatizo tudo que quero falar mas acabo perdendo no meio do caminho de tanto carregá-los comigo. Sério, não sei mais o que escrever. Me ajudem, digam algum fetiche, alguma receita. Depositem aqui alguma coisa, alguma ideia, alguma palavra de ânimo, não se percam de mim. Desde já, um muito obrigada, fiquem todos com Deus e até amanhã.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O tempo das coisas é o tempo das coisas

Estou prestes a cometer todas essas coisas mal planejadas, deixar as janelas todas escancaradas, sentir esse turbilhão de sensação que sempre se transforma em furacão dentro de mim.
Essa porra ficou séria. Há exagero demais no que eu escrevo. E talvez por isso, apenas por isso, seja necessário suportar a ideia de que não seja tão sério assim.
Mas eu quero dizer que eu amanheço e o mesmo pensamento acorda junto. Deve ser o ante penúltimo, ou o penúltimo estágio, por aí...  aquele que eu preciso contar com a sorte porque não sou mais só eu que narro a história. Eu só não quero fechar meus olhos pras surpresas que possam aparecer. Eu só não vou fechar meu coração caso o amor queira (re)nascer. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Daqui pra lá, talvez eu chegue em algum lugar!



Em geral, não sou do tipo que tenta ver o lado bom das coisas.
Na verdade, eu sequer faço esforço. Eu fico anestesiada até o processo acabar, sem filtrar nada que possa parecer superar a situação. E por motivos particulares, eu tenho me reconhecido esse mês mais do que nos outros. Tenho feito isso sem qualquer disfarce. Eu não sei o quanto isso é ruim e o quanto pode ser áspero e ácido demais. Eu só sei que é... e disso eu só sei quando eu começo a atrair histórias tão espiritualmente negativas quanto! Mas aí eu já não consigo tomar as rédeas, então acaba que fica assim mesmo, tudo canalizado nesse ritmo, sem equilíbrio, deixando parecer irreparável (e pra algumas coisas, talvez seja mesmo), beirando a impotência. Esse texto não tem necessariamente um fim, mas vai acabar aqui! 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Eu fico aqui sonhando


Tenho alguns comentários "Corajosos" pra fazer. Assim mesmo, com C maiúsculo que é pra ver se a "Coragem" fica a vontade e consegue chegar junto nos comentários.
Primeiro que, eu omiti um amor (aquele amor que deixa minha língua embolada e diz que eu sou amarga). Eu nunca soube dizer exatamente o que eu sempre esperei e ainda espero e continuo esperando. Normalmente as coisas se aproximam e eu fico me apoiando na espera de mais alguma outra coisa, ignorando qualquer ponto final. Eu procuro um sentido pra essa dispersão e eu só consigo ficar certa de que existe muita vontade contida em mim e de que eu deveria reivindicar, mas fica sempre engasgado. Nesses dias assim, meus discursos ficam mó vazios e as pessoas dizem que nada que eu to falando importa, que eu devia arrancar os dentes pra criar vergonha de falar ou acordar com a boca costurada que nem nos jogos mortais IV e lutar muda, porque já chega eu falandofalandofalando e a milhas e milhas distantes do meu amor, sem saber se ele ta me esperando ou se eu to perdendo tempo, cavando meus sentimentos pra algum dia eu desenterrar e ver em tom sépia que a vida segue, e que é tudo muito frágil, que não basta a fresta da janela e que o grande problema é querer se poupar.
Segundo é que quando vejo uns menininhos com sorvete na mão, eu torço pra que caia no chão. Sou assim sempre, não to brincando de ser bandida. Eu torço com fervor. E sempre que eu tomo sopa, eu gosto de tomar com arroz dentro. Que eu gosto de dormir só de pijama porque na hora de fazer xixi é só abaixar o short e pronto. Que minha cor preferida eu nem sei, acho que é azul, mas pode ser lilás também, só que eu posso prefirir amarelo. Que eu ainda escuto Spice Girls. Que nada me incomoda mais do que os dias em que eu acordo com preguiça de ser eu. E os dias em que eu tenho que lutar contra meu sono são melhores do que aqueles em que o sono não vem.
Essas coisas são bobagens, tirando a parte que não falei que a minha versão predileta da música “sou foda” é em forró. Pode nem parecer pra quem olha de longe, mas eu de perto sei o quanto preferia não ter certas fraquezas/frescuras.

BOM DIA a todos, são 5 da manhã e eu ainda não dormi.