quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O direito de sentir coisas pra sempre, mesmo que em um curto espaço de tempo.


O problema em querer coisas "pra sempre" são os dias que se seguem até isso de "sempre" chegar. Não chega porque "pra sempre" não é pra chegar. 
"Sempre" é uma coisa tão contínua que eu não entendo se pode ser satisfatório ou não. Pode ser pesado, disso eu sei. Mas pode ser leve. 
"Sempre" pode ser sempre alguma coisa que não vai passar, seja como for. "Sempre" foi feito, na verdade, pra durar a eternidade que precisar.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Uma retrospectiva (tardia) pra não fugir a regra:

Tantos dias caminhando sem prestar atenção e sem saber se era certa a direção. 2012 foi doído, foi bonito, foi natural se perder, foi cicatriz funda, ossos fracos e a boa sorte de alguém por esses lados. Foram muitas coisas, muitas coisas de uma só vez. Muitas coisas e quase todo dia algo novo... e pela primeira vez não houve um vilão ou culpados pela fadiga e dissabores. 
Me despedi sem saber muito bem aonde tinha chegado, sem saber muito bem que já tinha mudado o calendário. E isso doeu o peito, a pele, os olhos. Mas as coisas podem ser um gasto e eu quero ir por esse caminho. 

Que sobrem alegrias, 2013! 


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Trilha sonora pra ver o sol amanhecer



Então eu escrevo. Eu sei que eu só escrevo porque eu não sei fazer música. Se fosse assim, você seria um refrão bem bonito pra escutar nos dias eu que eu precisasse lembrar de  você, que também é bonito. Eu penso tanto nisso. Não sei mais o que é real e o que eu inventei. Eu fico embaraçada imaginando a música grudada na minha cabeça, enlouquecendo, rasgando e interrompendo minhas (in)certezas. A minha insônia voltou e deve ser o prenúncio de alguma coisa que eu só sei que faz o tempo parar. As coisas andavam meio demoradas e chega alguém querendo virar música... tudo vira atropelo. Tudo é muito e quase é pouco. É muito ter um pouco de quase tudo ou ainda é pouco. Parece um abismo onde tudo que importa é correr sem olhar pra trás se for segurando na sua mão. Tudo é encontro e tudo é ponto.  É cansaço em algum momento, intervalos e em seguida, sobressaltos de paixão. Tudo é música que termina em voltas rápidas e consecutivas pro mesmo sustenido firme de versos simples. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Acordando com vontade de dormir



Que semana chata. Nem sei mais se sei de alguma coisa. Nem sei mais se quero esperar achar sentido nas coisas. Eu sinto falta do meu pai! E eu sinto falta dos meus dias. Sinto mais ainda de mim. De uma potência que eu tive, que eu fui, que eu... 
Mentalmente tem bastante história mutilada. E memória vira, também, dor física. Que essa semana passe rápido. 
Bem rápido, bem rápido, pra eu poder constatar que...  

Deve ser só uma semana chata...

sábado, 17 de novembro de 2012

Idéias no lugar

Nunca entendi amores mendigados. Amor não deveria ser isso, algo que pode não ser retribuído. Amor nenhum! Lados ilesos não vingam. Não é honesto. Esses dias têm sido importantes. É um tempo de percepção e de perguntas e respostas e mais perguntas ainda, que eu as faço pra mim mesma. Acho que é tempo de dar tempo pra viver esse tempo, e ir com ele... e aprender com ele! Dias que tem feito meu coração vibrar, nada demais, nada demais... Mas são detalhes que só esse tempo tem revelado! Tempo de olhos amorosos, olhos carinhosos. Olhos morando nos meus olhos. E um monte de coisas! De repente! 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Como abandonar a vontade de descobrir?

Desde que vc chegou, eu nunca entendi muito. As coisas escorrem, mudam de posição,
deslizam e voltam, mas não me pertencem. Eu não entendo de quases.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Mentiras

Da sessão de amores torturantes, aqueles na versão adulta do desespero
Aquelas doações sem limites, largadas, que arranham, que deixam marcas... 
Que não te deixam escapar. Que fazem o sossego acabar.