quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sobre os turbilhões "que destoam o ritmo, o equilíbrio, desequilibram, afundam navios... ".

Popa furada, velas rasgadas, casco gasto e derivando léguas. Recolhemos a embarcação, porque no fim, voltar era mesmo a direção...
Isso é claro e por isso, não consigo ser surpreendida. Diz que a gente se encontrou novamente no mesmo cais. Talvez um pouco mais pueril por conta do tempo. Mas novamente naquele mesmo cais...


Frido:  Lembra-se da última vez em que estivemos aqui? Falávamos de tantas coisas, mas sempre acabávamos no amor... ah! O amor... porque quão mais distante está, mais perto fica?!


Thaíla: Verter amor em fuga é em vão né? Eu prefiro me esvaziar. Amar no plural e até o tropeço. Que nem os redemoinhos, que precisam de muita imensidão. Estranho porque eu não gosto de estar descalça e nua. Viver delicado é mais absoluto, será?


Frido: A vida quase sempre é um turbilhão. Sabe quando duas correntes de duas marés se encontram no rápido movimento de si? Imagina esses encontros que destoam o ritmo, o equilíbrio, desequilibram, afundam navios... Assustam os marinheiros. Ficamos sem saber para onde ir, sem ter onde segurar, sem saber como seguir, se resta esperar ou ir... A vida é quase sempre esse ir e vir desenfreado que se esbarra em si mesmo, muitas vezes sem tempo de pensar, só temos que decidir. 


A bordo, inundamos.  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dissonâncias...


Qualquer coisa pra aliviar a pressão acumulada de tantas borboletas se agitando no meu estômago vai correr livre indevidamente. Sou ao mesmo tempo feliz e triste e eu ainda não sei como isso funciona. Corrosivo demais. 

Música pra dançar coladinho, porque eu preciso fazer o uso mais rico possível de sentimentos assim... 



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O direito de sentir coisas pra sempre, mesmo que em um curto espaço de tempo.


O problema em querer coisas "pra sempre" são os dias que se seguem até isso de "sempre" chegar. Não chega porque "pra sempre" não é pra chegar. 
"Sempre" é uma coisa tão contínua que eu não entendo se pode ser satisfatório ou não. Pode ser pesado, disso eu sei. Mas pode ser leve. 
"Sempre" pode ser sempre alguma coisa que não vai passar, seja como for. "Sempre" foi feito, na verdade, pra durar a eternidade que precisar.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Uma retrospectiva (tardia) pra não fugir a regra:

Tantos dias caminhando sem prestar atenção e sem saber se era certa a direção. 2012 foi doído, foi bonito, foi natural se perder, foi cicatriz funda, ossos fracos e a boa sorte de alguém por esses lados. Foram muitas coisas, muitas coisas de uma só vez. Muitas coisas e quase todo dia algo novo... e pela primeira vez não houve um vilão ou culpados pela fadiga e dissabores. 
Me despedi sem saber muito bem aonde tinha chegado, sem saber muito bem que já tinha mudado o calendário. E isso doeu o peito, a pele, os olhos. Mas as coisas podem ser um gasto e eu quero ir por esse caminho. 

Que sobrem alegrias, 2013! 


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Trilha sonora pra ver o sol amanhecer



Então eu escrevo. Eu sei que eu só escrevo porque eu não sei fazer música. Se fosse assim, você seria um refrão bem bonito pra escutar nos dias eu que eu precisasse lembrar de  você, que também é bonito. Eu penso tanto nisso. Não sei mais o que é real e o que eu inventei. Eu fico embaraçada imaginando a música grudada na minha cabeça, enlouquecendo, rasgando e interrompendo minhas (in)certezas. A minha insônia voltou e deve ser o prenúncio de alguma coisa que eu só sei que faz o tempo parar. As coisas andavam meio demoradas e chega alguém querendo virar música... tudo vira atropelo. Tudo é muito e quase é pouco. É muito ter um pouco de quase tudo ou ainda é pouco. Parece um abismo onde tudo que importa é correr sem olhar pra trás se for segurando na sua mão. Tudo é encontro e tudo é ponto.  É cansaço em algum momento, intervalos e em seguida, sobressaltos de paixão. Tudo é música que termina em voltas rápidas e consecutivas pro mesmo sustenido firme de versos simples. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Acordando com vontade de dormir



Que semana chata. Nem sei mais se sei de alguma coisa. Nem sei mais se quero esperar achar sentido nas coisas. Eu sinto falta do meu pai! E eu sinto falta dos meus dias. Sinto mais ainda de mim. De uma potência que eu tive, que eu fui, que eu... 
Mentalmente tem bastante história mutilada. E memória vira, também, dor física. Que essa semana passe rápido. 
Bem rápido, bem rápido, pra eu poder constatar que...  

Deve ser só uma semana chata...

sábado, 17 de novembro de 2012

Idéias no lugar

Nunca entendi amores mendigados. Amor não deveria ser isso, algo que pode não ser retribuído. Amor nenhum! Lados ilesos não vingam. Não é honesto. Esses dias têm sido importantes. É um tempo de percepção e de perguntas e respostas e mais perguntas ainda, que eu as faço pra mim mesma. Acho que é tempo de dar tempo pra viver esse tempo, e ir com ele... e aprender com ele! Dias que tem feito meu coração vibrar, nada demais, nada demais... Mas são detalhes que só esse tempo tem revelado! Tempo de olhos amorosos, olhos carinhosos. Olhos morando nos meus olhos. E um monte de coisas! De repente!